Blog dos Jovens Cientistas e Investigadores


Testemunho de António Torres
Maio 5, 2010, 11:45 am
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É com todo o gosto que escrevo o meu testemunho enquanto orientador de um projecto denominado TIC@pedal, que foi co-orientado com a minha colega Ana Ferreira e desenvolvido pelos nossos alunos António Costa, António Faria e João Soares.

Este projecto foi submetido em 2009 ao 17º Concurso de Jovens Cientistas e Investigadores e apresentado na III Mostra Nacional de Ciência.

Enquanto orientador, já tinha tido no ano transacto uma outra oportunidade(também muito positiva) de participação. Em 2009, confirmei essa minha anterior boa impressão com mais uma óptima experiência.

O Concurso JCI e a Mostra Nacional de Ciência são organizados exemplarmente pela Fundação da Juventude que através dos seus dirigentes e colaboradores proporcionam um evento fantástico e memorável aos seus participantes. Sublinho este excelente exemplo de boas práticas na sensibilização e motivação dos jovens para a ciência e tecnologia no contributo futuro para fazer deste mundo um lugar melhor. 

A participação neste evento faz-nos sentir envolvidos num ambiente de partilha de experiências e de conhecimento. Os intervenientes encaram o processo de uma forma muito profissional e ao mesmo tempo proporcionam um ambiente de convívio muito salutar. Na minha opinião, a participação neste concurso é uma experiência fabulosa para a vida de qualquer estudante.

Para além desta participação, o nosso projecto obteve em Lisboa um honroso resultado que nos levou em conjunto com o projecto ganhador à EUCYS´09 – Final Europeia de Jovens Cientistas que se realizou em Setembro em Paris. Não imaginam como foi gratificante esta oportunidade! Um reconhecimento alcançado pelo trabalho e esforço de uma equipa de alunos fabulosos.

Como devem imaginar, a participação em Paris foi inesquecível. A interacção internacional e a expectativa de que se rodeia a importância deste evento europeu não se esquecem facilmente.

Pela experiência vivida, pela aprendizagem e incentivo ao conhecimento, recomendo vivamente a todos os meus colegas que motivem os seus alunos a participarem em futuras edições dos Jovens Cientistas e Investigadores e em iniciativas equivalentes.

Termino este relato deixando o mais profundo agradecimento dirigido à Dra. Susana Chaves da Fundação da Juventude, não só pelo apoio nesta aventura europeia, como pela confiança que sempre depositou na equipa e no projecto e pela disponibilidade e amizade que sempre nos dispensou.

Felicidades para todos os futuros participantes,

António Torres



Projecto TIC@Pedal
Maio 5, 2010, 11:39 am
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Participação na Mostra Ciência em Lisboa (17º Concurso Jovens Cientistas) de João Soares, António Faria, António Costa- projecto TIC@Pedal, acompanhados pelas docentes António Torres, Ana Ferreira e Diana Monteiro,

Esta Mostra realizou-se de 21 a 23 de Maio de 2009. Dos muitos projectos inscritos, foram seleccionados aproximadamente cem, entre os quais “TIC@Pedal, nº148” que tivemos o enorme privilégio de fazer parte. Trata-se de um projecto de engenharia, dirigido para combate do sedentarismo e obesidade nos jovens e ainda a produção de energia renovável. Trata-se de uma bicicleta reclinável, com suporte para computador portátil que, ao pedalar, produz energia eléctrica. Com este projecto decidimos então participar no concurso para o qual nos preparamos nos meses que antecederam. Durante a participação, o nervosismo crescia sempre que um júri nos entrevistava, queríamos mostrar tudo o que o nosso projecto representava e, simultaneamente, existia o receio de não nos conseguirmos fazer entender. Contra todas as nossas expectativas, fomos galardoados com o segundo lugar, algo que, de tão inesperado para nós, se tornou emocionante. Foi um dos dias mais importantes das nossas vidas pois, pelo termos participado numa Mostra de Ciência a nível internacional e ainda termos conseguido alcançar um nível tão elevado. Foi extraordinário para nós. A grandiosidade do evento deixou-nos perplexos, afinal de contas iríamos participar num concurso internacional, no qual estariam presentes os melhores projectos dos vários países. Esta seria uma das experiências mais marcantes para todos, uma vez que nunca nenhum de nós tinha até então feito participado numa aventura destas.

Iríamos poder, assim, conhecer outras culturas e fazer novas amizades e sobretudo representar o nosso país. Foi crescendo dentro de nós um sentimento de responsabilidade e de vontade em representar o país da melhor forma possível. No início, tivemos algumas dificuldades em nos adaptarmos mas que se foram ultrapassando, pois começamos a ter os primeiros contactos com outros participantes.

 O nervosismo aparecia quando um júri se aproximava, mas a nossa primeira avaliação do júri correu bem. Apesar do tempo que, por vezes, tínhamos que permanecer nos stands de exposição do projecto fomos procurando conhecer os outros projectos que eram de grande qualidade, e verificamos então, a existência de diversos temas e projectos muito aliciantes e prometedores. O nosso espírito de equipa esteve sempre presente, a capacidade de nos ajudarmos uns aos outros foi fundamental. Para além disso tínhamos a ajuda dos nossos docentes que estiveram sempre ao nosso lado, ajuda essa que foi essencial para podermos ultrapassar todas as dificuldades e podermos assim dar o nosso melhor. A cada hora que passava e a cada avaliação ao nosso projecto com um elemento do júri, crescia o receio de não termos explicado bem o nosso projecto e até que ponto teríamos passado a mensagem que queríamos transmitir. Uma das nossas maiores dificuldades foi explicar o projecto e funcionalidade em inglês. Contudo conseguimos ultrapassar tudo isto com uma entusiasmante vontade de expor mais e dar mais informações acerca do projecto. O contacto com pessoas de culturas e países completamente distintos foi fantástico, pois fomos aprendendo coisas que até então eram desconhecidas para nós. Pudemos ainda dar a conhecer um pouco da nossa cultura. E assim fizemos inúmeras amizades, espalhadas por todos os continentes, o que aumentou em larga escala a nossa agenda de contactos. Para nós, o objectivo deste concurso concretizou-se: aprender, desenvolver, conhecer e aumentar o interesse que são mais-valias para os jovens. Descobrimos que a participação num concurso destes poderá ter importância na construção de um futuro melhor, sem dúvida que foi muito motivador. Por isso, concursos como este, são sem dúvida uma mais-valia. Esta experiência desenvolveu em cada um de nós valores necessários para nos ajudar a preparar em adultos de amanhã bem alicerçados para dirigir um mundo melhor.



Testemunho de Vanessa Reis e Francisco Silva
Maio 5, 2010, 11:31 am
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No nosso primeiro ano do ensino secundário iniciámos com 6 colegas (Vanessa, Cláudia, Madalena, Fábio, Ricardo e Rúben) um projecto sobre a Borboleta Monarca em Odemira coordenado pela professora Paula Canha. Durante o 10º e o 11º ano dedicámo-nos ao projecto realizando trabalho de pesquisa e trabalho de campo nas horas livres.

Em Março de 2009 surgiu a primeira oportunidade para podermos representar o nosso projecto num evento científico: ISWEEEP– International Sustainable World (Energy, Engineering and Environment) Project Olympiad, em Houston, Texas, EUA. 

O projecto foi então representado pela Cláudia e pelo Rúben no concurso e galardoado com a medalha de bronze.

Foi então que, em Abril do mesmo ano, surgiu a possibilidade de participarmos no Concurso de Jovens Cientistas e Investigadores 2009, sendo que desta vez os representantes do projecto fomos nós (Vanessa e Francisco).

Passámos dias inesquecíveis no Museu da Electricidade, em que tivemos a oportunidade de conhecer outros projectos e outras pessoas, de Norte a Sul do país.

No primeiro dia, após termos conhecido alguns projectos excelentes, excluíamos a hipótese de poder ganhar algum prémio… quando muito admitiamos uma menção honrosa. Ficámos impressionados com a diversidade de trabalhos da Mostra e a qualidade científica dos projectos.

No dia da entrega dos prémios, chegámos atrasados pelo que permanecemos de pé durante toda a cerimónia. Começaram a chamar os projectos vencedores de menções honrosas, altura em que o nome da nossa escola foi chamado ao palco com o projecto sobre propagação in vitro de Plantago almogravensis. Ficámos felizes mas simultaneamente a nossa esperança de ganhar algum prémio desvaneceu-se. Não é que ganhar fosse verdadeiramente importante, mas seria uma excelente recompensa do imenso trabalho realizado. A esperança desapareceu completamente após o anúncio do 2º lugar… até ouvirmos o nº 111! Surgiu em nós um turbilhão de emoções. Ficámos verdadeiramente felizes, e com as pernas a tremer dirigimo-nos para o palco, tentando perceber se aquilo estava mesmo a acontecer-nos. Ao longo desse percurso muitas pessoas nos davam os parabéns: desconhecidos, colegas, novos amigos e finalmente na primeira fila a professora Paula Canha, também ela tão emocionada quanto nós. Fomos ainda congratulados pela Ministra da Educação e tornámo-nos o centro das atenções para a imprensa, sendo tudo isto novo para nós. Ficámos um tanto atordoados!

Tínhamos agora um outro concurso pela frente: a Final Europeia em Paris (EUCYS-European Union Contest for Young Scientists). À medida que se aproximava a data da viagem para Paris, a ansiedade ia aumentando; afinal de contas tínhamos a responsabilidade de representar Portugal. Tentámos preparar-nos o melhor possível, concentrando os maiores esforços no cartaz, na defesa do trabalho e no treino do inglês.

No dia 11 de Setembro de 2009, do Porto embarcámos rumo a Paris juntamente com o grupo vencedor do 2ºlugar e com os nervos à flor da pele. Chegados ao aeroporto de Paris, tínhamos um representante da organização com uma bandeira de Portugal na mão, claramente à nossa espera. E como esse haviam outros elementos com bandeiras de vários países na mão esperando participantes.

Por momentos esquecemos as responsabilidades, quando nos impressionámos com a beleza da cidade. Todos os lugares onde passámos nos pareciam lindos, talvez por ser tudo novo e diferente para nós.

Na mostra de ciência, inicialmente o nervosismo era o sentimento que prevalecia em nós, mas após algumas apresentações começámos a ambientar-nos, ficámos mais descontraídos e deste modo aproveitámos de uma melhor forma a nossa presença no concurso pois tivemos a oportunidade de, para além de dar a conhecer o nosso projecto, conhecer outros projectos e outros jovens de outras culturas.

Deste concurso não trouxemos qualquer prémio, mas mais uma vez, ganhar não era o mais importante e a participação neste concurso foi uma óptima experiência para nós e proporcionou-nos momentos inesquecíveis.

Mais tarde tivemos ainda oportunidade de apresentar o nosso projecto ao Senhor Presidente da República, aquando da inauguração da Fábrica das Artes, no Porto.

Todas estas experiências nos proporcionaram novos conhecimentos, nos permitiram fazer muitos amigos e nos fizeram crescer como pessoas. Valeu a pena!




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